Ontem veio
sabe se lá de onde uma pobre alma, era amarela magra com as costelas a mostra
um olhar negro profundo no seu escuro, não se via nem um brilho de esperança ou
vida apenas a dura realidade de ainda estar viva porque até para morrer é preciso
força, nada tinha naquele estante para oferecer, um pouco de água e algumas
bolachas, que não iriam fazer efeito algum naquele pobre animal, a minha
vontade era acolher mais fui covarde e me vi com o coração estraçalhado quando
a vi partir sabe se lá para onde, lembre- me dos meus tempos de criança, que
não pensava duas vezes para levar qualquer bicho para casa.
Agora me
vejo ali uma adulta, quando via meus pais na recusa dos meus atos humanos de
criança, sinto um remorso a noite passei a virar na cama a pensar naqueles
olhos, a procurar respostas no fundo do meu coração sobre as coisas que nós humanos fazemos, é inacreditável o que vemos e
ouvimos dizer, no descanso,do abandono, na maldade que cometemos com todos os
veres vivos deste mundo, a todo momento temos noticias das piores possível
sobre este tema, se nos humanos somos capazes de crueldades com os da nossa raça imagina o que somos capazes
de fazer com o outros.
Amanheceu
Deus esperava mais de mim apostava no meu coração de criança e me deu uma outra
chance de olhar naqueles olhos e ela me olhou, com toda esperança do mundo ,
como se via a minha alma de criança, então fiz o que sempre fiz sem pensar
ajudei e pedi ajuda e ela apesar da doença recebeu cuidados , alimento e
carinho.

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